segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Devaneios Sobre a Alma

Prometi pra mim mesma que ia tornar este blog num hábito, mas aí voltou o trabalho, minha casa está pintando, tenho malas pra arrumar... e a vida continua. Só mesmo uma tarde de puro tédio sem nenhum trabalho pra fazer e sem a minha amiguinha de fofoca aqui da fazenda pra me levar a apelar e postar algo.

Ando pensando muito. Sobre a vida, sobre o sentido de estar aqui... ser ateu pode ser meio broxante, apesar de sensato. Talvez eu esteja começando a entender a necessidade humana de acreditar em algo sobrenatural ou mesmo pós-vida. Ajuda a superar o medo da morte, as incertezas da vida, dá uma segurança infundada de que um dia tudo será como um sonho. Mas sabemos que não vai ser.

Minha conversa com Zé abriu muitos caminhos na minha mente. Ter fé não se restringe a ter uma religião, seguí-la e obedecer a um mestre cegamente. Tão pouco acreditar que algum humano foi iluminado e que devemos seguir seus conselhos ou exemplos. Pode consistir simplesmente numa consciência prória e interna capaz de trazer alívio, conforto e esperança.

É... acho que estou precisando ler "O Segredo". Quem me empresta?

6 comentários:

Bill disse...

Então Vivi, li "O Segredo" e achei um pouco obvil demais, até porque já leio coisas do gênero há bastante tempo. Acho que a questão da religião é algo importante, que nos dá força sim. Nem sempre acreditamos ou concordamos com tudo o que elas dizem, mas elas fazem com que a nossa vida tenha mais paz e segurança, ainda que os nossos problemas não deixem de existir, ter uma religião ou acreditar em algo faz com que enxerguemos o mundo de uma outra forma.

vivimontezano disse...

o problema é eese. sou cética demais pra acreditar em qq religião... ou pelo menos pra me apegar a uma

Marcelo Carahyba disse...

Vivi, o quanto você realmente se importa com essas coisas? Espiritualidade tem a ver com religião e vice-versa. Mas uma não está ligada exclusivamente a outra. E mais, é muita pretensão nossa afirmar que não existe nenhum mistério relacionado à nós e a tudo. É pretensão tb afirmar objetivamente q existe. Ou seja, as religiões, não todas mas principalmente a cristã, tem a pretensão de fazer afirmações absolutas. O erro está em ler o mito e literalizá-lo. O erro está em não compreender que os mitos são metáforas da vida, nos nossos conflitos, das nossas angústias, das nossas esperanças, etc.

A nossa sociedade abandonou os mitos. Quem não os abandonou, os literalizou. O antropólogo Joseph Campbell falou sobre isso no documentário 'O Poder do Mito'. Daí, como a necessidade de busca pelo Sagrado é latente no ser humano, muitos vivem como se o futebol fosse sua religião. Se não é o futebol, é a política, o consumismo, os ídolos musicais, as drogas, ou qualquer outra coisa que aplaque aquilo que não sossega em nosso íntimo.

Nilton Bonder, em seu livro 'A Alma Imoral', conta uma história muito interessante sobre os mitos (ele não usa esse termo, mas é o mesmo sentido) que, resumidamente, diz: Se você acredita neles, é um tolo. Se não acredita, é um perverso.

Eu creio que existe uma forma de espiritualidade agnóstica, e é assim que vivo hoje.

Bjo.

vivimontezano disse...

Na realidade, não me importo mesmo. O problema é que muitas vezes eu sinto que por mais idiota que seja, quando eu era cristã eu tinha seguranças e sentimentos que por mais irreais que fossem me faziam bem. E isso tem me deixado muito confusa... não sei se deu pra entender. Mas obrigada pelos conselhos... vc sempre sabe oq dizer :D

Sabrina disse...

Fumou um beck e escreveu, é a sua cara de maconheira porca e gorda!

vivimontezano disse...

E sei que pra sua mente pequena é difpicil compreender as coisas além do pequeno mundinho em que vivemos. Te compreendo, querida.